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As alheiras (ou como o chatgpt deu nova vida a uma parvoíce de 2009)

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 Recuperando a investigação feita em 2009 sobre o misterioso e fascinante animal que são as Alheiras (ler aqui) , tenho hoje o privilégio de apresentar uma infografia detalhada, que o Chatgpt teve a delicadeza de desenhar... alternativa

Morrer é...

 Não sei se têm a noção disto, mas... vós que ainda permaneceis nesta página sabeís... o tempo passa rápido. Dito isto... Morrer não só é inevitável, como é do carago...

16, sim, dezasseis anos

 Faz hoje 16 anos que conheci a SS. Era uma noite de Santo António como outra qualquer, não fosse eu ter saído do jornal já de madrugada, ter uma namorada russa, e ir ter com um amigo madeirense à p... da confusão em Alfama. Este é o Bf, esta é a Random... Olá... Olá... Esta voz nunca me saiu da cabeça. Não sei se posso dizê-lo, mas percebi na hora que era ELA. E é. E será. Enquanto eu for vivo.

A morte (de uma mãe) saiu à rua...

 Um amigo perdeu a mãe. Vários amigos perderam as mães. Mas este perdeu a mãe esta semana. Disse-lhe que há buracos - nos corações - que nunca se fecham. Também há, no entanto, memórias que nunca se apagam. Estou quase nos 51. Lembro-me de algumas coisas da minha querida mãe. Partiu há 12 anos (quase). Do que me lembro dela? 1. Da voz - um dia achei que iria esquecer, mas - alegrem-se - é mentira 2. achei que ia meter aqui só 5 pontos, mas é mentira. Lembro-me de mil coisas. E enquanto as lágrimas me vêm aos olhos - de saudade - assumo: não há palavras que falem da partida de uma mãe. 

A nossa paixão não tem divisão (O Belém voltou)

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Somos clube campeão dos maiores de Portugal Não importa a divisão o nosso amor é igual Escolhemos renascer mas vamos regressar o caminho será longo #Rumoaonossolugar Allez Allez Allez Allez Allez Allez Allez Allez Allez Juntos vamos estar unidos nesta paixão com a Fúria a apoiar Voltarás campeão! Ó Grande Belenenses Ouve a voz de todos nós Voltarás aonde pertences Nunca te deixamos só! Ouvir aqui PS: O Belenenses está de volta aos campeonatos profissionais. Subiu à Liga, consumando 5 subidas consecutivas em 5 anos, desde o 7.º escalão nacional (3.ª divisão distrital de Lisboa). Na foto de cima: o presidente Patrick Morais de Carvalho com o sócio número 1, Humberto Azevedo, na Praça Afonso de Albuquerque, em Belém.

Laser Tag Alfragide - Login ou Logout. 5 notas fundamentais

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 Até hoje, frequentei sempre o local como pai de convidados: ou seja, levava lá os meus filhos, deixava-os e ia buscá-los no final. Confesso que ao ver o entusiasmo dos miúdos, muitas vezes tive vontade de – eu próprio – experimentar o jogo. Enquanto espaço de lasertag – primeira função do login lasertag – creio que nada há apontar. As crianças gostam dos jogos e pedem para voltar. E este é um ponto positivo do espaço. Notava no entanto que havia muitas máquinas de jogo – caça moedas – mas como só ia deixá-los e apanhá-los, nunca me apercebi de como estas são importantes para a festa. Este fim de semana, utilizei o espaço pela primeira vez como pai do aniversariante. E, posso dizer, jurei para nunca mais. Creio mesmo que não deixarei os meus filhos voltarem a festas ali, mesmo na condição de convidados. Passo a justificar: 1)      SEGURANÇA  Todo  o espaço do login lasertag é num único piso, com ligação direta à rua, e sem separar a zon...

O Zoomarine é fixe?

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 Este ano experimentei pela primeira vez uma ida ao Zoomarine. Gostei, mas não adorei. Talvez volte este ano. A adrenalina é porreira, mas há coisas que me deixam a pensar. Hoje reparei nesta publicação sobre o  Zoomarine Algarve Portugal e em especial neste vídeo no youtube: Que vos parece tudo isto?

O poder das palavras

"São só palavras", dizia há uns anos um rapaz que conheci. O tema era música - ou, vá, canções - e a forma como as palavras nela dançam.  Eu, no entanto, não me canso de defender que a escolha das palavras é crucial, tanto como o tom que se utiliza para dizê-las, ou mesmo a quem se escolhe dirigi-las. A este propósito, partilho aqui um texto que me parece inspirado sobre o assunto: "O poder das palavras Quem tem boca vai a Roma ” . Desde crianças, todos fomos várias vezes confrontados com este ditado popular português. O poder da palavra é o poder de obter dos outros o que procuramos a cada instante: Informação, reconhecimento, auxílio. A palavra tem o poder de erguer impérios, de destruir sonhos. A palavra certa e a palavra proibida fazem a diferença, muitas vezes, entre o sucesso e o fracasso. Na Word Power conhecemos o poder das palavras e a importância de dizê-las no tom certo, no instante exato, a quem tem de ouvi-las. Sabemos, também, que por vezes é fundamental ou...

Do novo chip

 Ontem deitei-me (quase literalmente) a ler a coleção de recortes de textos por mim desbravados na minha anterior vida (se é que se podia chamar vida...). Dei por mim a interrogar-me se ainda seria capaz de fazer igual - e com isto demonstro grande admiração pelo que fiz no passado e, quiçá, alguma dúvida sobre o presente. Diria que sim. Ou até melhor. Afinal, a escrita depende, em boa medida, de vários fatores. E todos contam. Desde o estado de espírito, à motivação, ao interesse pelo tema, à liberdade e até à confiança sentida. Dito isto, acho que hoje sou melhor do que fui em 2012, 2004, 2006, 1993, ou antes. Mudei. Sim. Mudei. O meu chip é hoje outro. Não penso mais em subsídios de férias e de Natal, ou em ter um único patrão. Abri uma empresa e quero, hoje, ter quatro clientes que me paguem o mesmo que até hoje recebia de um só. Quero não depender de um louco, ou de um génio, mas sim - apenas - de mim. Sonho com o dia em que terei o prazer de despedir um cliente. Sim, deve ser...

Dos sonhos

 É de noite que todas as tuas vidas se cruzam misteriosamente. Em sonhos que parecem reais. Dos gatos que saltam de um sexto andar, a tudo o mais. Tão real, e ao mesmo tempo tão distante. Tudo misturado.  Como diria o outro... Parece fássel...

Da nova vida (longe das redações)

 Num repente, e não sei se já escrevi sobre isto, mudei de vida. Deixei as redações, o ritmo louco dos seis dias por semana, das noites a trabalhar, dos fins de semana no jornal. É uma nova vida. Nem sempre mais fácil, mas seguramente mais recompensadora. Estar com os filhos, com a mulher, com os amigos, família próxima e distante, aproxima-me de uma normalidade com que sempre sonhei. No entanto, nem tudo é perfeito - nunca é, certo? Há muito de má aposta - ainda que não a trocasse pela vida antiga - de desrespeito, de falta de comunicação, de desorientação... Admito. Ainda não estou nas sete quintas. Talvez nunca venha a estar. Provavelmente, perto dos 50, o truque é apenas ir sobrevivendo, aguentado dia após dia, procurando soluções para os problemas vindouros. Sonho com regressos a redações. Digo: durante a noite. E no entanto acho que não é o que desejo.  Preocupa-me olhar para os anúncios de emprego - agora todos em inglês e a pedirem coisas loucas - e pensar que não tenh...

do mundo dos sonhos

Por vezes não sei o que é real o que sonhei. São noites e noites e dias e dias de enganação. Tudo me parece verosímil. De dia e de noite. Tanto que já não sei quando sonho e quando estou acordado. Soubesse eu passar a escrito tanto quanto vejo e não é real...

Dizem os rotos aos nús

D - coça-me as costas. Vá lá, coça-me as costas, papá... G - D. Não sei se já reparaste, mas nem estás a pedir por favor. D - coça-me as costas, papá! (Eu levantei-me e fui para a cozinha) G - oh D., se tivesses pedido por favor talvez ele te tivesse coçado. D - não chamas ele ao teu pai!

Dentes de leão!

 A D.encontrou um dente de leão na rua e deu-mo, dizendo: - Toma, podes fazer um desejo. Se partilhares o desejo, realiza-se. Se não partilhares não se realiza. (soprei desejando ganhar o Euromilhões) - Já está. Escolhi ganhar o Euromilhhões. - Eu tenho uma coisa melhor que isso - Então? - Então, imagina. Não tens dinheiro para comprar comida e com o desejo tens sempre comida. - Mas o Euromilhões é bué dinheiro! - Mesmo assim vais ter de pagar, é pior...

Antevisão das férias

 Agora muito a sério: há alguma coisa melhor que conduzir durante três horas e meia uma carrinha cheia de gente, enquanto se vê diminuir (nas placas) a distância para o destino? Ah! Cabanas!

Preferias morrer ou ser da equipa dos maus?

 - Papá, tu preferias morrer ou ser da equipa dos maus? - Morrer. - Eu preferia ser da equipa dos maus. - Mas assim serias má... - Mas morrer é pior que ser da equipa dos maus. - Achas? Se fosses da equipa dos maus fazias mal às outras pessoas. (silêncio. breve) - Se morresse ia desperdiçar a oportunidade de brincar. - Mas se fosses má ias brincar como? - Então, podia brincar com os meus amigos maus...

urgências

Que a SS saiba sempre e a toda a hora que com ela tenho vivido o amor na plenitude. Que antes dela era incompleto. Rir com alegria -mesmo stressando - com as maravilhosas conversas dos miúdos ao deitar ('só agora temos tempo para falar, porque já não estamos distraídos com outras coisas'). Aliviar a vida para que o trabalho não me mate. Dizer todos os dias 'amo-te' a todos os que amo. A minha Suka, miúdos, pai, sogro. Ser chamado ao gabinete médico para me darem uma droga qualquer que me livre deste ataque de pânico que me fez pensar que estava a morrer.

fim de férias (ou lá o que foi isto)

Em 2030, a dada altura de 2030, terei 57 anos. Convenhamos. Muitos de nós não chegaremos aos 57 anos. Acredito que o bypass gástrico feito em 2018 me deu anos de vida - caso não seja atropelado por um camião -mas não o tomo por garantido. Em 2030 a nossa mais nova terá 15 anos. E o mais velho 19. Tive-os tarde. Não por decisão minha, mas porque tarde conheci a SS. E porque só com ela faria sentido esta aventura. Posto isto, é preciso esclarecer que eu sou o pessimista. Aquele que sempre que vai viajar imagina que o avião cai, que o pneu rebenta. E imagino sempre que os miúdos em 2030 talvez nem tenham pai. E disso faço grande filme das tragédias familiares - como se tudo na vida não fosse ultrapassado. Em parte, este sentimento terá sido alimentado por um 2020 atípico, graças um (Corona)vírus que a todos fechou em casa e privou de contacto social. A trabalhar fechado desde março, dei por mim a estranhar as férias - que hoje chegam ao fim.  Perante as incertezas profissionais e de s...

A Dama (e o Vagabundo)

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O primeiro cão de que tenho memória é o Dick. Nunca parei para pensar como se escreveria o seu nome, até porque na altura nem ler sabia, mas o Dick era um cão preto, rafeiro, porte médio, que vivia em casa dos meus avós Dulce e Luís. Era o cão mais pacato da história.  Os putos saltavam-lhe para cima e faziam dele cavalo e o pobre Dick nem ladrava. Andava até ao canto onde ficava a sua manta e deitava-se. Lembro-me de outros cães que me marcaram. O Taipan, um boxer maravilhoso, do Duffy, um louco que eu ia buscar a casa dos meus avós para passear e que tratava como meu. E de mais uns quantos. Mas no top-3 dos que mais me marcaram estão estes. Que ainda hoje admiro e tenho por amigos, embora há muito tenham ido para Timbuktu.   Dito isto, importa explicar que sempre, na minha vida, o amor de/e por um cão foi algo presente. Não querendo dizer que sou boa pessoa, acho que serei melhor pelo que aprendi com os animais. O respeito, a lealdade e a confiança. A amizade,...

O top-5 dos meus concertos

Dei por mim a pensar, agora mesmo, quais os concertos que mais me marcaram. Comecei por escolher três, mas logo saltei para os cinco. As datas não serão exatas, mas cá vai a lista The Cure - Estádio de Alvalade - 1989 Tinham acabado de lançar o álbum Disintegration e eu vivia uma primeira (ou segunda) paixão. Fui com o meu amigo Nuno Ricardo e, putos anjinhos, saímos antes de um dos encores porque achámos que tinha acabado. O melhor álbum da minha vida, no concerto que durante mais tempo me marcou. E ainda tenho saudades dele... The Pogues - Coliseu dos Recreios - 1988 (?) Fui com a Catarina Serpa, a Inês e um colega - talvez o Marcos?. Andava na Escola secundária e não conhecia bem a coisa. Fui por causa da Inês, sobretudo, e saí de lá esmagado por um concerto em que o Shane McGowan perdeu a aliança de casamento e andou de joelhos a gritar ao microfone "my ring, I lost my ring...". No fim, subimos a pé a calçada da Glória para levar a Catarina a seu pai, que, estando a traba...