Não sei se é de mim, mas acho as expectativas cada vez mais nonsense. Isso e as euforias. Os dois e a posse. O futebol ajuda-me a explicar. A primeira vez que vivi uma euforia futebolística com em 1989. No estádio Nacional o Belenenses, faz dia 28 25 anos, ganhou ao Benfica a final da Taça. O único título que vi ao meu clube em 40 anos (quase 41 de vida) - os da segunda divisão não são títulos, são nódoas. Lembro-me de como antes do livre directo marcado pelo Juanico enrolei o cachecol na mão. E como o atirei para a frente na celebração do golo, não o perdendo apenas porque tinha dado um nó na outra ponta, no pulso. A emoção que este momento ainda hoje me traz vem de outras vidas. De quando era miúdo e passeava com o meu pai. De quando a minha mãe estava em casa à espera. De como sorria e me ria com alegria genuína. Lembro-me bem de ter querido vibrar numa festa como as que via na TV. Encher as ruas com gentes do Belenenses. Quando cheguei a Belém, já a festa tinha acabado (uma ...