A minha cidade ideal teria o rio de Lisboa, a "cozyness" de Londres, a arte de Paris. Seria uma viela de Alfama, que desembocasse numa avenida de Paris, que me levasse a uma praça de Londres. Viveria no calor e nos chopes do Rio de Janeiro; de Londres e de Paris importaria o frio. De Itália o café - bem curtinho e sem açúcar - e, claro, os mini-copos de água com gás oferecidos mesmo sem serem pedidos. O amor de Coimbra teria um lugar especial, desde que observado do cimo da CN Tower de Toronto. Dar-me-ia o Jazz de Nova Iorque, o pop de Manchester e de Liverpool, os sorrisos simpáticos de Bangkok, os néons de Hong Kong. Teria o sol das três da manhã de Estocolmo e as pastas de Bolonha. A loucura frenética da noite de Salónica, o futebol inglês jogado na euforia grega. Na televisão só passariam séries inglesas. E, vá, filmes franceses. Daqueles que fazem rir. Ao almoço de hoje comeria um macdonalds em Central Park e no fim beberia uma ginginha numa tasca do Rossio. De caminho, ...