Mensagens

Morrer é...

 Não sei se têm a noção disto, mas... vós que ainda permaneceis nesta página sabeís... o tempo passa rápido. Dito isto... Morrer não só é inevitável, como é do carago...

16, sim, dezasseis anos

 Faz hoje 16 anos que conheci a SS. Era uma noite de Santo António como outra qualquer, não fosse eu ter saído do jornal já de madrugada, ter uma namorada russa, e ir ter com um amigo madeirense à p... da confusão em Alfama. Este é o Bf, esta é a Random... Olá... Olá... Esta voz nunca me saiu da cabeça. Não sei se posso dizê-lo, mas percebi na hora que era ELA. E é. E será. Enquanto eu for vivo.

A morte (de uma mãe) saiu à rua...

 Um amigo perdeu a mãe. Vários amigos perderam as mães. Mas este perdeu a mãe esta semana. Disse-lhe que há buracos - nos corações - que nunca se fecham. Também há, no entanto, memórias que nunca se apagam. Estou quase nos 51. Lembro-me de algumas coisas da minha querida mãe. Partiu há 12 anos (quase). Do que me lembro dela? 1. Da voz - um dia achei que iria esquecer, mas - alegrem-se - é mentira 2. achei que ia meter aqui só 5 pontos, mas é mentira. Lembro-me de mil coisas. E enquanto as lágrimas me vêm aos olhos - de saudade - assumo: não há palavras que falem da partida de uma mãe. 

A nossa paixão não tem divisão (O Belém voltou)

Imagem
Somos clube campeão dos maiores de Portugal Não importa a divisão o nosso amor é igual Escolhemos renascer mas vamos regressar o caminho será longo #Rumoaonossolugar Allez Allez Allez Allez Allez Allez Allez Allez Allez Juntos vamos estar unidos nesta paixão com a Fúria a apoiar Voltarás campeão! Ó Grande Belenenses Ouve a voz de todos nós Voltarás aonde pertences Nunca te deixamos só! Ouvir aqui PS: O Belenenses está de volta aos campeonatos profissionais. Subiu à Liga, consumando 5 subidas consecutivas em 5 anos, desde o 7.º escalão nacional (3.ª divisão distrital de Lisboa). Na foto de cima: o presidente Patrick Morais de Carvalho com o sócio número 1, Humberto Azevedo, na Praça Afonso de Albuquerque, em Belém.

Laser Tag Alfragide - Login ou Logout. 5 notas fundamentais

Imagem
 Até hoje, frequentei sempre o local como pai de convidados: ou seja, levava lá os meus filhos, deixava-os e ia buscá-los no final. Confesso que ao ver o entusiasmo dos miúdos, muitas vezes tive vontade de – eu próprio – experimentar o jogo. Enquanto espaço de lasertag – primeira função do login lasertag – creio que nada há apontar. As crianças gostam dos jogos e pedem para voltar. E este é um ponto positivo do espaço. Notava no entanto que havia muitas máquinas de jogo – caça moedas – mas como só ia deixá-los e apanhá-los, nunca me apercebi de como estas são importantes para a festa. Este fim de semana, utilizei o espaço pela primeira vez como pai do aniversariante. E, posso dizer, jurei para nunca mais. Creio mesmo que não deixarei os meus filhos voltarem a festas ali, mesmo na condição de convidados. Passo a justificar: 1)      SEGURANÇA  Todo  o espaço do login lasertag é num único piso, com ligação direta à rua, e sem separar a zon...

O Zoomarine é fixe?

Imagem
 Este ano experimentei pela primeira vez uma ida ao Zoomarine. Gostei, mas não adorei. Talvez volte este ano. A adrenalina é porreira, mas há coisas que me deixam a pensar. Hoje reparei nesta publicação sobre o  Zoomarine Algarve Portugal e em especial neste vídeo no youtube: Que vos parece tudo isto?

O poder das palavras

"São só palavras", dizia há uns anos um rapaz que conheci. O tema era música - ou, vá, canções - e a forma como as palavras nela dançam.  Eu, no entanto, não me canso de defender que a escolha das palavras é crucial, tanto como o tom que se utiliza para dizê-las, ou mesmo a quem se escolhe dirigi-las. A este propósito, partilho aqui um texto que me parece inspirado sobre o assunto: "O poder das palavras Quem tem boca vai a Roma ” . Desde crianças, todos fomos várias vezes confrontados com este ditado popular português. O poder da palavra é o poder de obter dos outros o que procuramos a cada instante: Informação, reconhecimento, auxílio. A palavra tem o poder de erguer impérios, de destruir sonhos. A palavra certa e a palavra proibida fazem a diferença, muitas vezes, entre o sucesso e o fracasso. Na Word Power conhecemos o poder das palavras e a importância de dizê-las no tom certo, no instante exato, a quem tem de ouvi-las. Sabemos, também, que por vezes é fundamental ou...

Do novo chip

 Ontem deitei-me (quase literalmente) a ler a coleção de recortes de textos por mim desbravados na minha anterior vida (se é que se podia chamar vida...). Dei por mim a interrogar-me se ainda seria capaz de fazer igual - e com isto demonstro grande admiração pelo que fiz no passado e, quiçá, alguma dúvida sobre o presente. Diria que sim. Ou até melhor. Afinal, a escrita depende, em boa medida, de vários fatores. E todos contam. Desde o estado de espírito, à motivação, ao interesse pelo tema, à liberdade e até à confiança sentida. Dito isto, acho que hoje sou melhor do que fui em 2012, 2004, 2006, 1993, ou antes. Mudei. Sim. Mudei. O meu chip é hoje outro. Não penso mais em subsídios de férias e de Natal, ou em ter um único patrão. Abri uma empresa e quero, hoje, ter quatro clientes que me paguem o mesmo que até hoje recebia de um só. Quero não depender de um louco, ou de um génio, mas sim - apenas - de mim. Sonho com o dia em que terei o prazer de despedir um cliente. Sim, deve ser...

Dos sonhos

 É de noite que todas as tuas vidas se cruzam misteriosamente. Em sonhos que parecem reais. Dos gatos que saltam de um sexto andar, a tudo o mais. Tão real, e ao mesmo tempo tão distante. Tudo misturado.  Como diria o outro... Parece fássel...

Da nova vida (longe das redações)

 Num repente, e não sei se já escrevi sobre isto, mudei de vida. Deixei as redações, o ritmo louco dos seis dias por semana, das noites a trabalhar, dos fins de semana no jornal. É uma nova vida. Nem sempre mais fácil, mas seguramente mais recompensadora. Estar com os filhos, com a mulher, com os amigos, família próxima e distante, aproxima-me de uma normalidade com que sempre sonhei. No entanto, nem tudo é perfeito - nunca é, certo? Há muito de má aposta - ainda que não a trocasse pela vida antiga - de desrespeito, de falta de comunicação, de desorientação... Admito. Ainda não estou nas sete quintas. Talvez nunca venha a estar. Provavelmente, perto dos 50, o truque é apenas ir sobrevivendo, aguentado dia após dia, procurando soluções para os problemas vindouros. Sonho com regressos a redações. Digo: durante a noite. E no entanto acho que não é o que desejo.  Preocupa-me olhar para os anúncios de emprego - agora todos em inglês e a pedirem coisas loucas - e pensar que não tenh...

do mundo dos sonhos

Por vezes não sei o que é real o que sonhei. São noites e noites e dias e dias de enganação. Tudo me parece verosímil. De dia e de noite. Tanto que já não sei quando sonho e quando estou acordado. Soubesse eu passar a escrito tanto quanto vejo e não é real...

Dizem os rotos aos nús

D - coça-me as costas. Vá lá, coça-me as costas, papá... G - D. Não sei se já reparaste, mas nem estás a pedir por favor. D - coça-me as costas, papá! (Eu levantei-me e fui para a cozinha) G - oh D., se tivesses pedido por favor talvez ele te tivesse coçado. D - não chamas ele ao teu pai!

Dentes de leão!

 A D.encontrou um dente de leão na rua e deu-mo, dizendo: - Toma, podes fazer um desejo. Se partilhares o desejo, realiza-se. Se não partilhares não se realiza. (soprei desejando ganhar o Euromilhões) - Já está. Escolhi ganhar o Euromilhhões. - Eu tenho uma coisa melhor que isso - Então? - Então, imagina. Não tens dinheiro para comprar comida e com o desejo tens sempre comida. - Mas o Euromilhões é bué dinheiro! - Mesmo assim vais ter de pagar, é pior...

Antevisão das férias

 Agora muito a sério: há alguma coisa melhor que conduzir durante três horas e meia uma carrinha cheia de gente, enquanto se vê diminuir (nas placas) a distância para o destino? Ah! Cabanas!

Preferias morrer ou ser da equipa dos maus?

 - Papá, tu preferias morrer ou ser da equipa dos maus? - Morrer. - Eu preferia ser da equipa dos maus. - Mas assim serias má... - Mas morrer é pior que ser da equipa dos maus. - Achas? Se fosses da equipa dos maus fazias mal às outras pessoas. (silêncio. breve) - Se morresse ia desperdiçar a oportunidade de brincar. - Mas se fosses má ias brincar como? - Então, podia brincar com os meus amigos maus...

urgências

Que a SS saiba sempre e a toda a hora que com ela tenho vivido o amor na plenitude. Que antes dela era incompleto. Rir com alegria -mesmo stressando - com as maravilhosas conversas dos miúdos ao deitar ('só agora temos tempo para falar, porque já não estamos distraídos com outras coisas'). Aliviar a vida para que o trabalho não me mate. Dizer todos os dias 'amo-te' a todos os que amo. A minha Suka, miúdos, pai, sogro. Ser chamado ao gabinete médico para me darem uma droga qualquer que me livre deste ataque de pânico que me fez pensar que estava a morrer.

fim de férias (ou lá o que foi isto)

Em 2030, a dada altura de 2030, terei 57 anos. Convenhamos. Muitos de nós não chegaremos aos 57 anos. Acredito que o bypass gástrico feito em 2018 me deu anos de vida - caso não seja atropelado por um camião -mas não o tomo por garantido. Em 2030 a nossa mais nova terá 15 anos. E o mais velho 19. Tive-os tarde. Não por decisão minha, mas porque tarde conheci a SS. E porque só com ela faria sentido esta aventura. Posto isto, é preciso esclarecer que eu sou o pessimista. Aquele que sempre que vai viajar imagina que o avião cai, que o pneu rebenta. E imagino sempre que os miúdos em 2030 talvez nem tenham pai. E disso faço grande filme das tragédias familiares - como se tudo na vida não fosse ultrapassado. Em parte, este sentimento terá sido alimentado por um 2020 atípico, graças um (Corona)vírus que a todos fechou em casa e privou de contacto social. A trabalhar fechado desde março, dei por mim a estranhar as férias - que hoje chegam ao fim.  Perante as incertezas profissionais e de s...

A Dama (e o Vagabundo)

Imagem
O primeiro cão de que tenho memória é o Dick. Nunca parei para pensar como se escreveria o seu nome, até porque na altura nem ler sabia, mas o Dick era um cão preto, rafeiro, porte médio, que vivia em casa dos meus avós Dulce e Luís. Era o cão mais pacato da história.  Os putos saltavam-lhe para cima e faziam dele cavalo e o pobre Dick nem ladrava. Andava até ao canto onde ficava a sua manta e deitava-se. Lembro-me de outros cães que me marcaram. O Taipan, um boxer maravilhoso, do Duffy, um louco que eu ia buscar a casa dos meus avós para passear e que tratava como meu. E de mais uns quantos. Mas no top-3 dos que mais me marcaram estão estes. Que ainda hoje admiro e tenho por amigos, embora há muito tenham ido para Timbuktu.   Dito isto, importa explicar que sempre, na minha vida, o amor de/e por um cão foi algo presente. Não querendo dizer que sou boa pessoa, acho que serei melhor pelo que aprendi com os animais. O respeito, a lealdade e a confiança. A amizade,...

O top-5 dos meus concertos

Dei por mim a pensar, agora mesmo, quais os concertos que mais me marcaram. Comecei por escolher três, mas logo saltei para os cinco. As datas não serão exatas, mas cá vai a lista The Cure - Estádio de Alvalade - 1989 Tinham acabado de lançar o álbum Disintegration e eu vivia uma primeira (ou segunda) paixão. Fui com o meu amigo Nuno Ricardo e, putos anjinhos, saímos antes de um dos encores porque achámos que tinha acabado. O melhor álbum da minha vida, no concerto que durante mais tempo me marcou. E ainda tenho saudades dele... The Pogues - Coliseu dos Recreios - 1988 (?) Fui com a Catarina Serpa, a Inês e um colega - talvez o Marcos?. Andava na Escola secundária e não conhecia bem a coisa. Fui por causa da Inês, sobretudo, e saí de lá esmagado por um concerto em que o Shane McGowan perdeu a aliança de casamento e andou de joelhos a gritar ao microfone "my ring, I lost my ring...". No fim, subimos a pé a calçada da Glória para levar a Catarina a seu pai, que, estando a traba...

covid-19 (dia 59 - 11/05) - Olhos

Ontem fui pela primeira vez a um supermercado daqueles grandes, mesmo grandes. Mais. Fui a um supermercado quando já é obrigatório andar-se de máscara para entrar em lojas, mesmo que seja nos cabeleireiros - uma amiga hoje foi ao cabeleireiro de máscara e entre acertar patilhas e o camandro lá lhe cortaram um elástico da máscara. É um novo Mundo e ao fim de (quase) 47 anos apercebo-me de que talvez sempre tenha olhado da forma errada para as pessoas. Os olhos, senhores, os olhos... De repente não há gente feia. Nem nova ou velha. Há gente de máscara, com olhos bonitos ou com olhos que não se deixam ver.  Na rua, quase todos andam de máscara, a tapar o rosto (tirando os que com ela tapam apenas a garganta) e esta nova realidade ainda me baralha. Na verdade, e pensando bem em tudo o que estamos a passar com o novo coronavírus, porque  motivo não devemos andar sempre (mesmo sempre) de máscara? Afinal, sabemos lá nós quando aparece (e onde) um novo vírus qualquer... Hoje dei por m...